segunda-feira, 30 de junho de 2008


Falando em Público


Dica I: Conheça o assunto


Para falar em público é preciso sempre conhecer com muita profundidade o assunto que irá expor. Leve informação de reserva - se tiver de falar quinze minutos, tenha meia hora de informação, se precisar expor durante meia hora abasteça-se com uma hora de mensagem. Esse conteúdo adicional dará mais segurança. Não basta apenas conhecer o assunto, é importante que as informações estejam organizadas. Por isso ordene a mensagem de maneira lógica e concatenada. No início conquiste os ouvintes com informações simpáticas, principalmente mostrando o benefício que terão com a mensagem. Em seguida conte qual é o assunto que abordará, qual o problema que pretende solucionar e quais as etapas que deseja cumprir durante a exposição. Com essas informações você terá conquistado os ouvintes e preparado a platéia para receber a mensagem. Depois de ter conquistado e preparado os ouvintes é o momento de apresentar a linha de argumentação com exemplos, estatísticas, estudos técnicos e científicos, pesquisas e todos os argumentos de que puder dispor.Se sentir que os ouvintes colocarão alguma resistência aos argumentos defenda seu ponto de vista preparando-se antecipadamente para essas objeções. Finalmente faça o encerramento pedindo para que os ouvintes reflitam ou ajam de acordo com a sua proposta.Tomando esse cuidado de conhecer o assunto com profundidade e organizar corretamente as informações irá se sentir muito mais à vontade para falar.



Características de Um Trabalho Bem Feito

(Estudo Motivacional)

Texto base: Gênesis 01: 31a

Introdução: Este versículo é a finalização de um trabalho primoroso de Deus. A criação do mundo é uma seqüência bem planejada, coesa e esplendorosa. A cada passo que Deus dava no cumprimento de seus objetivos ele parava e dizia: “eis que isto ficou bom”. Esta expressão revelava uma intensa satisfação que o Criador teve ao ver a sua obra. No sétimo dia Deus descansou e o fechamento havia sido com chave de ouro ao criar o homem. Na verdade tudo que ele criou foi pensando no homem. Um universo de novidades embrulhado como lindo presente para seu filho. O Pai Celeste realmente sabe ser generoso! Nesta fase a Trindade Santíssima trabalhou sozinha. Não recebeu ajuda de ninguém e por isso tudo ficou perfeito. Mas quando o homem entra na história ele é feito um cooperador honrado dos propósitos de Deus. E mesmo após a queda, o Senhor continuou chamando homens e mulheres para serem colaboradores do seu reino. E há uma vasta lista de heróis da fé que se esmeraram em fazer o melhor para a causa do Rei do Universo. Fico imaginando o rumo da história da humanidade se Noé tivesse construído a arca de maneira relaxada. Na hora do dilúvio, provavelmente ele e toda nossa raça teriam naufragado. Imagine se Abrão desobedece e não largasse sua terra e partisse para Canaã. E se Moíses revolvesse abandonar o povo no meio da passagem do mar vermelho? E a jovem Maria tomasse a decisão de fazer um aborto? E se os discípulos ficassem de luto o resto da vida?
Uma coisa estes personagens tinham em comum: eles não desistiriam nunca, pois todos estavam decididos a fazer um bom trabalho para Deus. Quero levantar uma questão. Será que temos feito um bom trabalho na seara de Deus? Será que Deus do seu santo trono olha para nós e diz: “e eis que isto que fulano fez é bom?” Será que temos marcado nossa geração da mesma forma que estes heróis da fé marcaram? Para responder tais perguntar vamos analisar algumas características de um trabalho bem feito.

1° Voluntariedade (Is 06: 08) - Todo trabalho na seara de Deus é voluntário. Deus não obrigará ninguém a levar uma bandeira que não queira honrar. O Pai deu ao homem livre arbítrio e não roubará isto dele. Deus respeita nossa individualidade, mas aqueles que aceitam o chamado têm que ter em mente e no coração a disponibilidade como Isaías teve: “Eis-me aqui”. Muitos trabalham pelo salário que recebem. Muitos buscam as bênçãos e os milagres, mas estes têm uma fé frágil, pois quando o dinheiro vai embora e as bênçãos e os milagres não acontecem estes também fogem deixando o arado para traz. O trabalhador voluntário não busca seus próprios interesses, pois entende que existe algo maior do que ele, maior do que o dinheiro. O reino de Deus deve prevalecer acima dos nossos interesses.


2° Sacrifício (Gn 22: 09-11): Muitos querem a glória do reino, mas poucos querem morrer por esta causa. Quando Abraão é provado por Deus no monte Horebe, ele estava disposto a sacrificar não apenas seu filho, mas seu amor, seus sonhos, seu futuro e sua vida. Tenho certeza que Abraão daria sua vida no lugar de seu filho. Tudo isto para fazer a vontade de Deus. O trabalho na obra requer sacrifícios. O trabalho no reino é para os fortes e não para os fracos. Fortes são aqueles que entendem a dependência que possuem de Deus e que estão dispostos a ir até aonde ele queira leva-los. Jesus foi até a cruz. Deus se sacrificou primeiro. Ele revelou a nós o alto preço que o reino exige. Talvez está palavra possa desanimar a muitos, mas para aqueles que amam o Pai sabem que nada é em vão.


3° Marcante (Dt 34: 10-12): Para o homem parace ser uma questão natural o fato de se sentir tentado a deixar uma marca na história. Os faraós construíram pirâmides. Os babilônicos jardins suspensos. Os franceses fizeram quadros. Os italianos óperas. Os americanos foram à lua. Em fim, de certa forma alguém se torna grande por causa de um feito memorável. Moíses se tornou o maior profeta de Israel por causas dos milagres que realizou. A diferença entre os feitos de Moíses e os outros feitos é que Moíses não assinava os milagres, pois estes tinham a assinatura do próprio Deus. Deus chamou este homem para marcar sua geração com integridade, justiça, paz, coragem e milagres. A fama de Moíses correu meio mundo, mas tenho certeza que ele preferia que suas obras fossem vistas pelo autor da vida. É esta a marca que vale a pena, aquela que fazemos no coração de Deus.


4° Busca a Perfeição ( Ex 25: 08-09): Quando Deus manda executar uma obra ele quer que tudo seja digno dele. E se ele é perfeito todas as coisas tem no mínimo beirar a perfeição. Claro que não quero ser exigente demais, pois bem sei que somos imperfeitos, mas existe gente que acha que Deus sempre pode sair prejudicado na história. “Deus é amor, ele vai entender o meu atraso, a minha omissão, o meu pecado e etc”, O tabernáculo era um tesouro no deserto onde a glória de Deus permanecia. Ele foi feito com detalhes minuciosos, pois Deus assim exigiu. Deus é detalhista. Não é atoa que ele escolheu épocas certas para se manifestar a seu povo. Não zombe da paciência e do bom gosto do Senhor. Se você toca um instrumento busque a perfeição. Se você arruma uma mesa, ou se limpa um chão faça com perfeição. Qualquer coisa que você fizer para Deus com toda sua força, por menor que seja, surtirá efeito.


5° Evidência a Glória de Deus (I Co 10:31): Em meio a uma discussão religiosa Paulo deixa um princípio eterno para ser cumprido. Se tivermos que fazer alguma coisa, precisamos fazer para a glória de Deus. Ele é o centro. Todas as vezes que tentamos roubar esta glória para nós somos semelhantes a lúcifer que desejou o trono celestial. Cumpramos estas metas e assim vamos agradar a Deus com nosso trabalho. Ele vai poder nos dizer: Eis que me comprazo na sua vida e me orgulho deste filho. Lembre-se que ele sempre nos capacitará e que seu interesse e de nos fazer bem sucedidos em tudo.





Conflito de Gerações
(estudo para classe conjunta de adultos, jovens e adolescentes)

Dinâmica: Separe os adultos em um lado e jovens e adolescente do outro. Peça que eles olhem uns para os outros e observem o corte de cabelo, o estilo de vestir e alguns trejeitos. Após este período de observância peça para os adultos relatarem algumas diferenças dos jovens e adolescentes de hoje e como era no passado. Depois peça para os mais moços dizerem o que eles acham das tradições e tabus do passado. A finalidade desta dinâmica é avaliar o tamanho do abismo que existe entre as gerações dentro da igreja.

Texto Base: Deuteronômio 06: 01-12

Introdução: Desde a queda do homem a cada geração que surge os impactos do pecado são mais visíveis. E pelo visto, quanto mais o homem se afasta de Deus, menos ele vive nesta terra. Os primeiros moradores deste planeta viviam até quase mil anos, mas devido a pratica do pecado essa linha de duração foi diminuindo e hoje são alcançados, com muito custo, os 80 e 90 anos de idade. Aproximadamente a cada 40 anos nasce uma nova geração. Pode acontecer de 03 gerações existirem em um mesmo período. São estas: Os avós, os pais e os filhos.
Em uma linha de tempo de oitenta anos o mundo muda bastante, principalmente nestes dias modernos em que a cada semana surge uma novidade tecnológica e cientifica. As mudanças também ocorrem na área cultural. Todos os dias tabus são quebrados, tradições esquecidas, vocabulários retificados por novas palavras e etc. A grande questão e como impedirmos que os bons limites dos nossos pais são sejam perdidos em meio a tanta mudança. Outro desafio é como julgar se aquilo que foi bom no passado, também será útil nos dias de hoje? E para a igreja? Como lidar com este imenso abismo das gerações? Qual é a responsabilidade dos avós dos pais e dos filhos?
“A igreja é formada por crianças, jovens, adultos e idosos. É um corpo e todos são aceitos por Deus porque estão unidos no elo do Senhor: o amor. Os conflitos são transformados por ações espirituais. É a ética do novo e do velho em Jesus. Ele é o ponto de encontro. Deus fala para gerações: ‘O Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’ (Dt 06:10). Não podemos ignorar os conflitos de gerações. Os conflitos da igreja são resolvidos com soluções espirituais”. (Pastor Josué Valandro de Oliveira Júnior).
No texto de Deuteronômio 06 Abrão discursa para uma geração que não esteve face a face com seus antepassados: Abraão, Isaque e Jacó. E quando estes nomes são invocados na bíblia, certamente é para que as pessoas se lembrem da aliança eterna de Deus com seu povo. O amor de Deus é duradouro e pode ser passado para a próxima geração. E através deste texto vamos descobrir a forma que Deus criou para que isto ocorra e qual é a nossa responsabilidade na história.

A responsabilidade familiar (Dt 06:02): (pergunte as jovens quantos ali possuem pais não crentes. Depois pergunte aos adultos quantos possuem filhos ainda não convertidos). O nosso comodismo nos faz pensar que precisamos levar o evangelho de Cristo apenas para as pessoas da nossa idade, ou seja, da nossa própria geração. Talvez o avô e o pai que já estão na igreja há muito tempo pensem que o seu tempo já passou e que agora é dever dos jovens pregar as boas novas. Mas vendo os dias ruins desta época é preocupante pensar: “mas quem vai evangelizar meus filhos e netos?” Uma geração não é responsável apenas por sua própria geração, mas sim por mais três Seria muito comodismo nosso deixar a nossa descendência ao bel prazer do tempo e esperar que qualquer dia deste ele tropece em uma bíblia e assim ele se converta ao amor de Deus. Se o evangelho não começar a ser pregado dentro das nossas casas, para os nossos entes, com certeza não faremos isto com os de fora. A igreja precisa assumir o seu lado de paternidade espiritual e começar a gerar filhos para a salvação. Famílias fortes formam igrejas fortes. Mas e os jovens? O que como você está se preparando para ensinar os seus filhos? Se você não se encher hoje dos ensinos de Deus, no futuro você estará inapto para ensinar aos seus filhos e netos.

Inculcará a teus filhos (Dt 06: 06-07): (o que significa a palavra inculcar?) Inculcar de acordo com o dicionário quer dizer: propor, indicar, aconselhar. Muitos acham que inculcar é abrir a cabeça à força e plantar isto no cérebro literalmente. Mas pelo significado real da palavra isto parece ser uma transmissão doce, serena, educada e sem traumas. Deus queria que seu povo transmitisse aos seus descendentes uma verdade que estaria impregnada no seu cotidiano. Vejamos: “Assentado em casa, andando pelo caminho, e ao deitar-se e ao levantar-se”. Esta parece ser uma rotina comum a todos nós. O amor por Deus deveria ser passado através do próprio estilo de vida. O mundo tem muitas sugestões de caminhos para nossos descendentes, mas nenhum deles deve tomar o lugar daquilo que você deve fazer por seu filho. Antes uma criança nascia e tinha um nome, uma família e um destino certo, pois os pais cuidavam pessoalmente de coloca-los num bom caminho. O princípio do discipulado se perdeu ao longo dos anos. Estamos diante de uma geração órfã. Temos que levar u, papo franco com eles; integração total. Quantos têm investido para que seus filhos sacrifiquem seus corações a Jesus de livre e boa vontade?

O segredo da prosperidade (Dt 06: 03): Um especialista na área de economia certa vez afirmou: “o avô construiu, o pai não cuidou e o neto destruiu”. Com esta expressão ele fez uma tese de como a herança familiar sofre uma total degradação por causa dos maus cuidados e da falta de interesse dos descendentes. Claro que ele estava falando de dinheiro, terras, bens e etc. Mas isto pode ser usado também para a área espiritual da família. Todos querem que seus filhos sejam bem sucedidos de alguma forma, e que herança melhor existe do que saber que seus filhos andam na verdade. Deus queria abençoar os povos da terra através dos familiares de Abraão e foi o próprio Deus quem prometeu: “em ti serão benditas todas as famílias da terra”(Gn 12: 03). Esta promessa se cumpriu com Jesus. Mas quando um elo na geração é destruído toda uma nova linhagem fica comprometida. Demora-se muito para que se levante um novo ramo frutífero dentro da família. Você quer fazer prosperar sua família? Ensine o amor a Deus e todas as outras coisas vos serão acrescentadas.